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O Estórias da Carochinha é um blog onde uma pessoa começa uma história e as outras vão dando continuidade, até que alguém resolva terminá-la.

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18.9.01

(Espere. Não fechem as cortinas...)

Antes disso, um astronauta chamado Joe, foi mandado para o espaço. Após hibernar por um longo tempo, Joe acorda num planeta estranho dominado por baratas, que escravizam e matam os seres humanos. Quando conhece uma barata chamada Kafka, Joe se apaixona e a convivência entre Joe e as baratas torna-se harmoniosa. Num belo dia, andando pela praia, Joe encontra enterrado na areia, uma navalha embrulhada numa carta escrita em árabe. No cabo da navalha, colado um auto-adesivo com o número 21. Grita aos prantos: - Meu Deus, estive todo o tempo na mesma estória...

Escrito por Reivax

Feito por mjose
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Nisso, Fox Molder (era ele o detetive) percebe que um avião vem a toda velocidade em direção sua direção. Sua ultima visão antes de morrer foi o olhar furioso da pilota: Ana Paula Arósio.
Assim como esse ataque, outros ocorreram por todo o Brasil.
Após duas semanas, nada restou: o prédio do Banespa, o Maracanã, Cristo Redentor, além de muitas casas e até cidades inteiras... enfim, o Brasil estava destruído.
Furioso, Fernando Henrique Cardoso declara guerra a Argentina (afinal, quem mais faria uma coisa dessas).
A Argentina é rápida e solta uma bomba H em Brasilia.
É o inicio da III Guerra Mundial.
Quatro anos após esses acontecimentos, não restavam mais seres humanos sobre a face da Terra. Assim se iniciou o reinado das baratas.

FIM

Terminado por Roberval, o ladrão de chocolate.

Feito por mjose
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- Pra onde ela foi?
- Niu Iórqui, ou qualqué coisa assim....
- Hum... que dia?
- Foi no dia 10.
- Você não notou nada de suspeito? Ela não estava estranha?
- Óia, tava não... única coisa diferente foi essa carta que ela deixou caí aqui ó... ó como são as coisa... moça bunita e com um garranchão desses....

Era uma carta escrita em árabe (existe essa lingua?)

Escrito por Iberê.

Feito por mjose
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17.9.01

- Olá - disse o detetive para o porteiro - Sou detetive do FBI* e gostaria de fazer algumas perguntas à senhorita Ana Paula Arósio
- Ah, ela num tá não. Ela tá di férias e só vai vortá... Ih, sei não...


Por enquanto é só, pessoal - Mel

Feito por mjose
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- 21?
- É.
- Bom, então deve ter sido a Ana Paula Arósio....
- Vamos investigar...

Então, o detetive entrou no seu Opalão e foi direto para a Embratel.

--- Escrito por Silvio Santos. ---

Feito por mjose
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Sentado na poltrona favorita, Augusto lia as últimas páginas do livro que, de tão bom, já tinha pena de estar chegando ao fim.
Apesar da tormenta, a noite estava muito quente e abafada, mas ele havia ligado o ar condicionado ao máximo e o ambiente estava muito gostoso.
Virou a próxima página, descansou o livro sobre a mesinha e apanhou o copo com o uísque preferido. Tomou um gole e saboreou a bebida, meditativo.
- Como pequenos prazeres podem ser tão gostosos - pensou.
Acabara de separar-se da mulher e os seus sentimentos ainda mesclavam uma certa melancolia, com a sensação de liberdade total.
Foram 30 anos... Casaram-se muito cedo: ele, aos vinte e dois; ela, aos dezoito. Como todo mundo, viveram dias felizes e infelizes. Tiveram três filhos, dois homens e uma mulher, que cresceram, casaram e mudaram.
Acabaram sozinhos.
Augusto, sem os filhos em casa, afundou-se no trabalho, deixando a mulher cada vez mais solitária. Inúmeras vezes tocaram no assunto, sempre por iniciativa dela, mas, apesar das constantes reclamações, ele não ligou e continuou trabalhando além do normal, chegando tarde quase todas as noites. Não tinha mais motivação em casa, apesar de gostar da mulher. Mas, como ele sempre pensava, era um sentimento mais de amizade, do que de amor.
Um dia, indisposto, largou o processo que estava estudando - era advogado - e voltou mais cedo para casa.
Morava numa bela mansão do Alto da Tijuca, no meio de um terreno de mais de cinco mil metros quadrados, cercados pela Mata Atlântica.
Por comodidade e segurança, o portão de sua casa era acionado eletronicamente. Ao chegar em frente, apertou o botão do aparelhinho que o abria automaticamente. Entrou com o carro, percorreu uns cem metros e estacionou na garagem, cuja porta já estava aberta. Desligou o motor, saltou, fechou a garagem. Olhou para o relógio, eram apenas oito e meia da noite. -Alice vai ficar surpresa - pensou. Tinha telefonado do escritório, para ela não se preocupar, pois pretendia trabalhar até a meia noite, pelo menos.
Abriu a porta que dava acesso ao interior da casa. Chegou ao salão principal, acendeu as luzes e chamou pela mulher. Como não obteve resposta foi até a cozinha e bebeu um copo d’água. Satisfeito, subiu os degraus da escada que dava para o segundo pavimento onde ficavam os quartos. O seu era o último do corredor, bem em frente. Viu que as luzes estavam acesas pela claridade que saía da fresta por baixo da porta.
Ao colocar a mão na maçaneta, ouviu gemidos. Parou e encostou o ouvido na porta. Aguçando a atenção reconheceu o barulho. O sangue quase gelou, enquanto o coração disparava. Com raiva, abriu a porta, com toda a força, e pegou sua mulher na cama, com o jardineiro. Estavam tão entretidos que levaram algum tempo para se darem conta da situação.
Augusto ficou alguns segundos olhando a cena. A primeira vontade que deu foi a de matar os dois. Mas aos poucos a raiva diminuiu e se transformou em nojo. Um imenso nojo.
O divórcio foi rápido e amigável. A mulher, cheia de remorsos e com grande complexo de culpa, não fez nenhuma pressão. Augusto ficou com a maior parte dos bens, inclusive a casa e, de comum acordo, acertaram uma pensão razoável que dava para ela viver, sem maiores preocupações financeiras.
Repassava as cenas, de memória, enquanto saboreava o gole de uísque. E sacudiu a cabeça, como se pudesse eliminar todas aquelas lembranças. Levantou-se, foi até o som e colocou um CD de Straus, O filho. E, no volume máximo, a música equalizou com a tempestade... Pegou, então, o livro, sentou-se e, recompondo-se na poltrona, voltou a ler.
O trinco soltou-se com um pequeno estalido. A janela foi aberta bem devagar, enquanto o vento, procurando passagem enfunou as cortinas. O vulto rapidamente passou pela abertura e a trancou de novo. Augusto sentiu a corrente de ar. Parou de ler e ficou atento. Como nada acontecesse, deu de ombros e voltou à leitura.
O vulto, pé- ante- pé, aproximou-se por traz da poltrona e num gesto rápido, mas certeiro, passou a navalha na carótida do advogado. A vítima sentiu uma dor aguda e ardente no pescoço.

Instintivamente, passou a mão, enquanto o sangue começava a jorrar, seguindo o pulsar do coração, como se estivesse saindo de uma mangueira. Quis gritar mas não conseguiu. Era como se estivesse afogando-se no próprio sangue. Nem mais conseguia respirar. Perdeu as forças e caiu para frente, sobre a enorme poça de sangue que já se formara no tapete. Segundos depois, estava morto.
O vulto, todo de negro, ficou uns instantes olhando e depois jogou a navalha em cima do corpo inerte. Voltou para a janela de onde surgira e sumiu no meio da escuridão.

- Já verifiquei tudo - disse o detetive - Não encontramos nenhuma impressão digital na casa, somente da vitima.
- E o que disse o legista? - perguntou o delegado.
- Nada, além do que já sabemos. A jugular foi cortada pela navalha que estava em cima do corpo. Deve ter sido um final horrível, mas bem rápido. Não havia sinais de luta e nada foi roubado, pelo menos aparentemente.
- Já avisou à família?
- Já. Estão vindo para cá; três filhos e a ex-mulher. Eles haviam se separado a pouco menos de seis meses.
- Investigue bem a mulher. Veja se o divórcio foi amigável, a razão da separação e, principalmente, se os dois estavam brigando por questões de partilha.
- Está certo, chefe.
- Ele tinha muito dinheiro, não? Veja se ela tem algum álibi.
- Ele era rico sim. O seu escritório de advocacia é um dos mais importantes da cidade.
- E a navalha?
- É de um tipo antigo que não se fabrica mais.
- E que mais?
- No momento só. O único detalhe é que tinha o número 21, num auto-adesivo, colado no cabo.

Feito por mjose
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